segunda-feira, 14 de maio de 2012

Bocalexandre O´Neill

Este fim-de-semana trombei a pachachinha mais gostosa dos últimos tempos. Aquela coninha tinha uns lábios tão torneados e tão bem ensinados na hora da trombada que mais parecia que eu é que estava a ser beijado. Por isso, hoje acordei a pensar que se o Bocage e o Alexandre O´Neill fossem um só, haviam de ter criado maravilhas ordinário-surrealistas passíveis de elevar o Surrealismo nacional a Património Mundial da Poesia. E se o Bocage e o Alexandre O´Neill fossem um só, teriam certamente criado coisinhas poéticas lindas assim:

Há Pachachas que Nos Beijam

Há pachachas que nos beijam
Como se tivessem boca.  
Pachachas de calor, de esperança,
De imenso ardor, de esperança louca.

Pachachas nuas que beijam
Quando a noite perde o rosto;
Pachachas que ficam húmidas
para serem lambidas a gosto.

De repente esbaforidas
Entre trombadas sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou a dor.

Já o nome de quem se mama
Letra a letra revelado
Na memória esquecido
Na cama abandonado.

Pachachas que nos lambuzam
deixam-nos à sua sorte
Mas no final, para rematar
Dá-se uma pinada forte.

18 comentários:

Kim III disse...

Opá... tu devias escrever livros! e eu comprava-os!

nAnonima disse...

porra, Patife! Um dos poemas mais bonitos do universo!
adaptação cinco estrelas!

ÉS O MELHOR! não admira que eu exista apenas por causa de ti...

Sexy Couple disse...

Muito bem conseguida esta adaptação.
Adorei, foi quase comovente.

Beijo sexy,
Ana

Patife disse...

Kim III:
Gosto muito de livros. Mas prefiro usar aqui o zé pincel. ;)

nAnonima:
Do Pacheco dizem que é o maior. E a pinar sempre disse que sou o melhor. Obrigado por ajudares à teoria. O O´Neill sabia. Mas acho que devia ter tido um editor como o Bocage. ;)

Sexy Couple (Ana):
O Pacheco comoveu-se mesmo enquanto o escrevia. Caiam-lhe pequenas gotículas de meita enquanto o lia, de cabeça erguida sobre o laptop. ;)

nAnonima disse...

meu querido nPatife... que saudades ;)

S* disse...

lol

Oh Pacheco, parecia que te beijava, era? Estou a ver que isso era uma pachacha artistona.

Salvador disse...

Esse O'Neill é o mesmo que escreveu, entre outras obras e gajas, 'Fodendo Entre a Cortina e a Vidraça'; 'Dezanove Poemas, Dezanove Fodas; 'Pacheco, o Abono Vigiado'; 'A Fera Cabisbaixa, Felando' e 'As Horas já de Inúmeras Despidas'?

Patife disse...

nAnonima:
Minha querida nAnonima... eue vontades. ;)

S*:
Era uma artistorrata. ;)

Salvador:
Se tivesse tido um editor como o Bocage, não duvides que eram essas as obras que ele teria assinado. ;)

desejo disse...

está na hora de publicares um livro e convidares esta malta cá do sítio para:

Pachachas que ficam húmidas
para serem lambidas a gosto.

:)

soft_inblue disse...

Ena...há beijos inspiradores ;)

Anónimo disse...

Aperto a pachacha ao laréu
Que a rir eu não me aleijo
Como os teus poemas como um pitéu
Fico palpitante com este teu beijo.

Donde teria vindo!(Não é meu...)
De algum pau perdido de desejo?
De alguma breve foda que recebeu
Mandado de abandono e de despejo?

És uma ave estranha: bem fodida
Vais batendo, ansiando a perdida,
Uma pachacha vermelha a pinar

E é com força sem fim de muitas brocas
Que compões os teus poemas e sufocas
De inveja, os homens a gritar...

Alexandra O'Age

Patife disse...

desejo:
Tenho a língua pronta e já se sabe que o Patife é um carro alegórico da minetada. Um submarino do prazer. O Merlin da oralidade. Um mestre da lambuzice. O Lúcifer do grelo. Um guru do abocanhamento. Um mago da trombada. Um tornado da crica. Um ás da serpentina linguística. ;)

soft_inblue:
Há beijos lambuzadores. ;)

Alexandra O'Age:
Estava capaz de te pinar agora. ;)

Malena disse...

Cuidado, não vás escorregar em tanta lambuzadela e partir o "pescoço", Pacheco! :P

Edgar Além Põe disse...

Caro vizinho,
Deixo-lhe aqui o meu modesto contributo. Pode ser que um dia também se dirija à cuzinha e sabe se lá!
Dediquei-lhe, em jeito de homenagem, uma triologia no meu blogue. Seguro que fará o obséquio de espreitar.

Humildemente,

Edgar Além Põe
*******************************

Sandes De Piru

Um dia cheguei à cozinha,
Para comer sandes de piru,
Mas vi a criada sózinha,
E quis antes comer-lhe o cu!

Achega-te a mim ò sopeira,
Não te esquives da obrigação,
Lá porque estás de caganeira,
Não penses que perco o tesão!

Mete um imodium no bucho,
E não te armes em lerda,
Acaba é lá com o repuxo,
Antes que me sujes de merda!

É que assim todo cagado,
Camuflado de castanho,
Deixas-me o nabo alterado,
Na cor, feitio e tamanho!

Voltaste a abusar da pomada,
Que te deixa o ânus aberto?
Tu temes é ser perfurada,
Por esta toupeira decerto!

Não tenhas medo criada,
Escusas de te assustar,
É grande mas civilizada,
Deixa esse cu relaxar!

E assim em jeito de glosa,
P’ra comer sandes de piru,
Tive de escavacar a peida da Rosa,
E tirar-lhe o molho do cu!

Anónimo disse...

Tás muito "inha" e "inhas", não estarás a amolecer!!

nAnonima disse...

nPatife, já estou à tua espera! Despachacha lá isso!

beijo ;)

Patife disse...

Malena:
Correm elas mais riscos de partir o pescoço quando me abocanham a lontra. Mas devem ser adeptas de desportos radicais pois não param de chegar. ;)

Edgar Além Põe:
Ahahahahaha. Se há coisa que o Patife gosto é de espreitar. É já de seguida. ;)

Anónimo:
É para lhes amolecer o coração antes de lhes espetar com este duro sardão. ;)

nAnonima:
Todo despachachado para si. ;)

Girly Mood disse...

Quanta profundidade... (literal) Comovi-me... snif, snif.

ahahahah! Fantático!